Olá irmão de fé! "Hoje nega véia trás um assunto de suma importância, um tanto já debatido nas rodas de conversa e nos ensinamento diário dos terreiro por este Brasil à fora!" Boa leitura ao fío estudioso! Saravá! Umbanda, Umbandista e meio ambiente.

Por: Daniel E. B. Kölsch

Texto retirado do Blog: Umbanda Senhora da Caridade.

Muitos podem pensar que este assunto já esta um tanto manjado, verdade!

Hoje não podemos mais dar desculpas da exclusão de nossa religião nas mídias como TV e Rádio, pois são inúmeras as opções nas novas mídias aos médiuns sérios e dedicados que querem levar conhecimento e informação a comunidade de terreiro, ao Umbandista e seus simpatizantes.

Mas o que observo, que mesmo tantas vezes este tema levantado pelos médiuns, ainda assim existe muita falta de vontade ou falta de compreensão da comunidade Umbandista!

Será desinteresse dos novos médiuns que a cada ano migram para Umbanda?

Ou será que ainda falta preparo dos nossos dirigentes para formação de um corpo mediúnico consciente nos terreiros?

Que consciência é esta?

Veja bem queridos irmãos de fé!

Nossa Umbanda querida, "hospital da alma" como alguns gostam de definir tem como alguns dogmas o amor a caridade, a certeza da existência da vida após desencarne, a evolução do espírito, o acolhimento de todo e qualquer espírito seja ele encarnado ou desencarnado, o culto a natureza e aos Orixás.

Natureza!

Como uma religião que cultua a natureza e os Orixás pode degradar o meio ambiente?

Um questionamento um tanto relevante diante de tamanha contradição!

Por se falar em contradições o meio Umbandista esta cheio. Todos deveríamos ter o entendimento de que ao adentrar em uma mata, em um ambiente natural de regência de algum Orixá, seja praia, mata, rio, lagoa, cachoeiras, estamos pisando no sagrado verdadeira manifestação divina e do Orixá na terra; Mas o que vemos e nos deparamos com todo tipo de resíduos, muitas vezes em estado de decomposição quando se trata de oferendas orgânicas, ou resíduos secos que demorariam centenas de anos para se decompor.

Na verdade pouco importa se eles são de uso religiosos ou não, como Umbandistas temos a responsabilidade e o dever de preservar a natureza. Uma singela reflexão, já que muito adentramos as matas apenas para nossas obrigações e rituais com as mentes cheias de pedidos, anseios despojos mentais de todos os tipos, criando verdadeiras teias energéticas no campo astral em meio ao ambiente natural dos Orixás, a ornar a paisagem em que se instalou as oferendas.

Pouco ou quase nunca se estabeleceu uma força tarefa para retribuir as boas energias recebidas dos ambientes naturais. Que tal, além de sugar as energias naturais, retribuir com a limpeza em pelo menos um bom perímetro de onde se realizou os trabalhos, colocações de placas com avisos e conscientização, todo pequeno gesto é bem vindo e a natureza agradece, além de exercer sua verdadeira obrigação como médium de Umbanda trabalhador, aquele que conscientiza e multiplica.

O tema é sobre Umbanda e meio ambiente então vamos nos deter e focar neste tipo de resíduo, o material utilizado nas oferendas, que são dos mais variados como copos e pratos plásticos, papel, garrafas, e materiais orgânicos diversos, resto de alimentos, e resto de animais em estado de putrefação e bebidas.

Todo o trabalho tem um tempo para ficar na natureza, o que vemos são idas dos médiuns Umbandistas as matas as pressas, não para ofertar, meditar, sentir as energias benéficas do campo de atuação das entidades de Umbanda. Percebo nas experiencias a mim relatadas os filhos de fé depositam seus trabalhos, fazem orações rápidas, quando lá raramente entoam pontos cantados, sem a mentalização, sem sentimento e voltam para seu peji ou casa, esquecendo por muitas vezes o que ali foi realizado, para que e para quem, sem uma mentalização continua, fazendo com que o trabalho caia por terra!

Sem contar que que os resíduos ali deixados ficarão degradando o meio ambiente. Então irmãos queridos vá ao campo de atuação dos Orixás sim! Tenha calma, aproveite a saída e a presença viva dos Orixás que ali atuam, deposite seu material, faça a sua oferta, acenda suas velas, deslumbre da luz que ali emana, e tenha consciência do trabalho que ali esta sendo realizado, ao termino nós como médiuns Umbandistas temos a obrigação de levantar os resíduos que a natureza não dará conta consumir por si só!

Como copos, garrafas, pratos, papéis, etc. As vezes dependendo trabalho resíduos de comida podem ate mesmo ser enterrados, aumentando assim o processo de limpeza natural.

Mesas, bandejas recipientes naturais sempre são bem vindos e melhor aceito, pelas forças naturais, exemplo folhas, cabaças, copos feitos com a metade de um coco, lembrando de que a bebida pode ser depositada em terra na hora da entrega, lembrem que as entidades não bebem de fato, o ato de depositar a bebida em um copo é apenas simbólico e as entidades se utilizam do poder etérico destas bebidas.

Como disse, não estou aqui para querer ser dono de uma verdade, e sim trazer o irmão Umbandista para uma reflexão sobre as suas práticas, pois vivemos em uma era de conhecimento e consciência em que certos atos não podem mais ser admitidos pelo meio Umbandista. Com menos recursos naturais e cada vez menos virginais, devido a exploração humana, onde hoje dividimos espaço com pessoas que não são de nossa religião, em um momento em que cada vez mais pedimos o devido respeito e liberdade de culto, certo também que aja respeito de nossa parte com as pessoas, e principalmente com as forças naturais sob regência dos Orixás e seus falangeiros!

Reflexão!

Saravá!

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