Certa feita me solicitaram a escrita de um texto na linha esotérica. A princípio pensei no corpo, mas deixei pra lá; depois, vi no corpo minha inspiração novamente. Parece que o corpo, e tudo que ele representa é, no momento, um objeto de reflexão …

O corpo tem sido injustiçado ao longo dos séculos. Embora tenha a compreensão humana evoluído, o corpo ainda continua objeto de equívocos. Ora vemos na religião um erro quase que imperdoável – o de demonizar o coitado do corpo; ora vemos na teologia e práxis religiosa a sujeição do corpo à diversos modelos e instrumentos de controle e ascese (ἄσκησις) ou seja a renúncia de todo tipo de prazer temporal. O pecado capital da religião em relação ao polêmico corpo é a ideia de “corpo prisão do espírito”. É esta a ideia que enchia a mente do apostolo quando escreve: “Esmurro o meu corpo para não pecar”. Para o fundador do “Paulinismo” o corpo era uma tormenta para o espírito e a fé em Deus. O corpo carecia de controle, de ser literalmente dominado e posto a serviço da boa alma. Isso é claro se demonstrou perante a experiência e dinâmica da vida impossível. A sujeição do corpo à alma de forma acética para a filosofia e Razão Ocidental tornou-se uma quimera. Contra fatos não há argumento, por esta leitura, o velho corpo derrotou o espírito.

Mas, esta não é a questão. Quando pensamos o corpo é preciso primeiro ver sua objetividade no mundo: “O corpo é a estrutura psicomotora de expressão e mobilidade de uma determinada subjetividade de natureza específica e única”. Isto é o mesmo que dizer que – Sem o corpo estou morto. Todavia, levando a biologia como variável explicativa do corpo nos colocamos diante de sua necessidade. O corpo me é necessário.

Minha expressão no mundo das formas depende, no momento deste corpo denso. Assim, toda teologia que nega o corpo no sentido de toma-lo pecaminoso ou que de alguma forma põe o corpo em situação desfavorável ao espírito, é, no mínimo uma miopia teológica. O corpo é tão fundamental quanto o espírito para o ser humano. A dicotomia teológica espirito e corpo é apenas uma forma de explicação de algo de difícil discernimento. O corpo e o espirito estão soldados para a expressão do ser no mundo. A separação de ambos é o óbito!

Uma outra visão errada do corpo é tê-lo como matriz moral. A teologia cristã comete este erro quando diz: As obras da “carne”, as obras do “corpo”, “corpo do pecado” como se o julgamento moral não tivesse sede no espirito humano – a sede de sua subjetividade e inteligência. O corpo não pode pecar pois este é matéria animal. A prova disso são as peças de necrotério; elas são manipuladas por médicos forenses de todos os tipos mas nunca reagem. O pecado do corpo é a expressão ou o “hamartia” do espírito pelo corpo, sua sede e matriz de manifestação no mundo das formas ou mundo físico. Dizer isto é dizer que é o espirito a inteligência e a sede dos atos e julgamentos morais, e que este espírito precisará do arcabouço sócio cultural para a construção de sua imagem mental de si e do mundo ou seja sua consciência. É bom que seja destacado que o material da consciência é semiótico e linguístico, ou seja, é pensamento.

Posto isto, entendemos o espirito como uma consciência única de propriedades plásticas inserida num fluido sócio linguístico ou matriz sócio cultural. E o espírito tende sempre a epifania das formas e a transcendência das essências. Isso é o mesmo que dizer que o mundo do corpo ou sua realidade e expressão é mais verdadeira e legitima de que a epifania da alma. O corpo reage aos estímulos e instintos, a alma reage aos sentidos e representações mentais.

 

A Ideia de prisão do corpo forçou a construção de uma estrutura antropológica engessada. Se o corpo prende a alma, então este tem sobre ela uma relação de poder. E o que é este poder? Que força é essa? O que prende o homem ao corpo é o dogma da fé. Ele atesta que a alma precisa do corpo para satisfazer no mundo denso suas paixões, seus desejos ou suas imagens mentais que podem ser puras, simples, complexas, mistas ou diversas. O dogma tornou evidente que nós somos um corpo expressando uma alma e uma alma a usar um corpo. Embora cego, o dogma nos fez refletir sobre nossa natureza pecaminosa, sobre um homem – sujeito do pecado e da transgressão. Mas, o outro lado do dogma nos mostra que ele é apenas uma representação engessada de homem, uma imagem inspirada num modelo, ou uma forma mental de homem, sua representação no mundo das formas.

 

Assim como o corpo denso tem uma forma específica, o corpo mental ou o conjunto de todas as vibrações mentais humanas tem a forma de suas ideias e estas influenciam o sujeito e sua expressão pelo corpo. Dizer isto é dizer da relação intrínseca entre corpo mental e físico. O corpo ressoa ou ecoa, ou imageticamente reflete todos os nossos pensamentos e vibrações. E isso é muito importante!!!

Em nossa relação com o corpo precisamos saber que por um sistema de enervamento nossos pensamentos ganham formas de ação na realidade objetiva ou até se materializam em nosso organismo – são as psicossomatisações. Não são poucas as pessoas que tem o corpo entrevado devido ao seu sistema de enervamento saturado de imagens mentais mórbidas ou morbosas. Agora, neste momento, vemos um corpo vítima da mente e não um vilão pecaminoso e insurgente.

 

Mas, onde está, então, aquele corpo malvado que nos faz pecar como dizem os textos sagrados? Volto a dizer que a roupa não pode responder moralmente pelo seu proprietário. O corpo é visto por nós como veículo orgânico de expressão psíquica e espiritual, portanto, este não pode responder moralmente pelo seu inspirador. Assim, devemos ser antes de tudo amigos do corpo e cuidar dele para que o mesmo não seja de alguma forma um problema para o nosso projeto reencarnatório.  E como fazer isto?

 

Papus, Paracelso, Eliphas Levy e outros disseram sobre o corpo e da necessidade de um ajuste vibracional para que os três corpos básicos vibrem em frequência harmônica e afim. Os três corpos mais importantes para nós são: O físico ou denso, o mental ou psíquico e o corpo astral ou perispiritual. Eles dizem que não é submetendo o corpo à torturas ou processos acéticos que o sujeito consegue uma expressão iluminada no mundo das formas, pelo contrário, o corpo precisa ser bem cuidado.  Sugerimos aqui um processo magístico de eliminação de éteres cadavéricos do corpo denso e a destruição de larvas mórbidas do corpo astral e mental, e a produção inevitável de formas mentais positivas.

 

Esse processo magístico segue o fundamento da magia vegeto – mento – astral da Corrente Astral de Umbanda Esotérica. O processo consiste de um procedimento dietético ou o jejum de carne vermelha; e do processo teúrgico propriamente dito.

 

O jejum

 

A duração da abstinência da carne de boi é de quarenta dias e noites nos quais a pessoa realiza uma série de ações; As ações são de natureza litúrgica, devocional, ritualística, magística e nutricional como uso de uma dieta equilibrada dada por um médico nutricionista. Vá ao médico e diga-o que deseja passar quarenta dias sem a carne de boi e solicite-o uma dieta para este período. Com a dieta em mãos vamos para os outros processos:

 

Rituais litúrgicos, processos magísticos

 

Durante os quarenta dias deve o adepto realizar seu culto ao sagrado de acordo com sua crença. Isto deve ocorrer pelo menos uma vez por semana.

Com o culto semanal, o adepto deve fazer seu culto devocional com leituras bíblicas que lhe sirvam de ancoro para a reflexão da problemática de sua vida. Os salmos de Davi e de outros são ricos em passagens que muito nos ajudam nessas reflexões.

Durante este período o adepto que tiver mais de quarenta anos ou sofrer de alguma doença deve estar sempre em contato com seu especialista.

As manhãs durante todos os dias após uma caminhada de quarenta minutos ou uma hora o adepto deve voltado para o cardeal oeste e com as mãos espalmadas ao lado do corpo dizer: “Em nome do TETRAGRAMATON, EM NOME DO DEUS VIVO, eu vos conjuro salamandras do fogo a queimarem todas as calorias em excesso e expelir as toxinas de meu corpo; risca no ar, então, o adepto quatro pentagramas com o seu dedo indicador da mão direita e voltado para o cardeal sul, diz: Salamandras descarrega meu corpo astral e mental por vossa chama divina. Pronunciar pausadamente o mantra “SSSSSS”, o som é sibilado e lento. 3X

 

Durante os quarenta dias deve o adepto se abster de açúcar e doces em geral, mas, não se esqueça da orientação de seu médico. O mesmo deve fazer com todo tipo de substancias entorpecentes produzidas pelos alcaloides da cocaína, álcool, maconha etc. A cafeína e a nicotina também deve ser evitados. Na verdade, sua pessoa nem deveria estar consumindo tais substancias principalmente as proibidas.

 

Durante este período, sete banhos de limpeza astral serão tomados. A ordem dos banhos é esta:

 

O primeiro banho deve ser na primeira semana de abstinência que deve ter a lua minguando, de preferência primeira semana de lua minguante. Usa-se as seguinte ervas solares para isso: “Arruda macho, levante, e guiné”. As ervas do banho devem ser colhidas ou compradas nas horas dia do sol (Domingo 8, 15, 22) ou no período vibracional de Obatalá, caso não seja possível compra-se em qualquer dia, mas, na hora do sol, neste caso entre 9 e 12 da manhã. As ervas devem ser guardadas em saco plástico e depuradas em água fervendo tão logo a água borbulhe. A água do banho não deve ter cloro, por isso ela deve ser água de mina, rio, ou cachoeira. Todos os objetos usados no banho devem ser virgens, jamais usados antes.

 

O ritual de ativação destas ervas é assim:

 

Na hora de Oxalá voltado para o cardeal sul o adepto risca o pentagrama com um triangulo equilátero a setenta centímetros de distância do vórtice apontado para o cardeal sul (este será a cabeça da estrela). Em pé com as mão espalmadas diz o adepto. “Consagro o elemento destas ervas a ti meu Pai. Pela força das Salamandras limpa meus três corpos de todas as larvas e formas pensamento negativas” Diga o mantra “Tana” três vezes bem lento mais bem vibrado ao término do ritual.

 

Durante o conjuro deve o adepto mentalizar a cor vermelha ou ter um pano setenta por setenta de cor avermelhada para facilitar a concentração. As velas são: Para o pentagrama uma vela dourada ou branca no seu centro. O triangulo pega três velas vermelhas. As ervas são colocadas dentro de um pires no triangulo das evocações que estará voltado para o cardeal sul. Após a consagração tomar o banho que deve ser no dia e hora de Oxalá.

 

O banho deve ser aplicado na frente e nas costas do adepto que dentro do banheiro está voltado para o cardeal oeste. Ali deve o adepto dizer: “Senhor Jesus, arquétipo maior da Coroa de Oxalá eu vos peço que realize em mim por meio de seus Elementais do fogo uma limpeza astral profunda, amém”. O adepto deve dizer a vogal sagrada do sol “I” de forma bem lenta e forte três vezes.  O adepto aguarda de 2 a 3 minutos para se enxugar. Este banho não deve ser jogado na cabeça. Este banho pode ser repetido três vezes ao longo dos quarentas dias.

 

Os outros banhos serão esses; O procedimento de colheita ou compra, e consagração é igual ao primeiro, observa-se apenas o orixá em questão, e isso mudará apenas dias e horas, o tipo de ervas, e os mantras e vogais; o resto do ritual é igual. Vejamos os outros banhos e seus Orixás:

 

Orixá Ogum para a eliminação de toxinas e gorduras abdominais. São três banhos no período de jejum assim como o de Oxalá. Jurubeba, samambaia do mato e folhas de romã. O processo de preparação é o mesmo. Muda apenas o cardeal, o mantra, e a vogal do orixá: cardeal oeste, mantra “mmmm” “EAMAKA” e vogal sagrada “O” A cor das velas são amarelas no triangulo e no pentagrama uma vela vermelha. Pede-se a Ogum que as águas sagradas limpem seus três corpos.

 

O sétimo banho é o de Yorimá. O processo é o mesmo, mudando apenas os dados relacionados ao orixá: Eucalipto, folhas de tamarindo e guiné pipiu. Cardeal norte, vogal sagrada “O” longo e mantra “Pakasha”. Vela preta ou branca no pentagrama e verde no triangulo.

 

No final dos sete banhos, o adepto está com uns trinta dias de jejum. Já terá sentido profundas melhoraras no seu metabolismo e desempenho físico. Mas, não somente isso, Ele verá que novas formas pensamento brotaram em sua mente, principalmente se o mesmo tiver feito os cultos devocionais, as reflexões sobre a vida e as leituras do livro sagrado. Agora é a hora da magia mais importante. Ela pode ser repetida duas vezes nestes dez dias finais.

A lua deve estar bem cheia e de preferência com mercúrio por perto; a lua rica pela vibração de mercúrio é poderosa. Caso não seja possível use apenas a lua cheia. A hora deve ser a de Mercúrio (8, 15, 22) somente na quarta-feira. Nos demais dias das 12 às 15 horas.

 

Material: Um pano vermelho 70×70;

Três velas rosas tamanho oito;

Essência de alfazema ou benjoim e nós moscada ralada.

Um vaso pequeno de louça branca, água mineral ou álcool de cereais.

 

Risque num papel cartão 70x70x70 um triangulo que tenha em seu interior: Os símbolos dos quatro elementos, fogo, água, terra e ar e o símbolo de mercúrio. O Fogo é um triangulo em pé, o ar um triangulo em pé com uma reta em seu interior cortando-o, a agua um triangulo invertido, terra, um triangulo invertido cortado por uma reta em seu interior. O símbolo de mercúrio pode ser encontrado com muita facilidade na internet. Com tudo devidamente consagrado no dia e hora de mercúrio, prossegue o rito com seus mantras (zaiatsa), vogal “E” longo, cardeal norte. A cabeça do pentagrama deve ser voltada para o cardeal norte. O vórtice do triangulo também para o norte. As velas são: pentagrama – preta no centro, triangulo rosa (3) tamanho oito.

 

Sentado confortavelmente numa cadeira o adepto com as velas acessas e o condensador (vaso de louça) de essências de mercúrio bem no meio do triangulo iluminado por suas velas rosa inicia o ritual assim: “Senhor meu Deus vos peço permissão para realizar este ritual em favor de minha saúde física, mental e astral”. Amém. Sentado na cadeira com os pés sobre o pano vermelho 70×70 o adepto fecha os olhos e vira sua atenção para o leste e diz: “Silfos do ar ajudai-me a inalar o elemento ar”. Deve o adepto fazer sete inspirações concentrado na cor azul. A cor azul deve encher sua mente e ao mesmo tempo a sensação de estar bem no alto ouvindo e sentindo a força do vento. Mais uma vez o adepto diz: Silfos ajudai-me a perder peso (se for o caso) e a organizar (ou curas) meu metabolismo e a produzir novas formas mentais – mentalize durante este processo novas formas mentais, coisas que você ponderou ao longo do jejum e com as leituras bíblicas. Faça o pentagrama com o indicador direito voltado para o leste e solte o ar com 7 expirações mentalizando suas melhoras.

 

Sentado na cadeira com os pés sobre o pano vermelho 70×70 o adepto fecha os olhos e vira sua atenção para o oeste e diz: “Ondinas das águas ajudai-me a inalar o elemento água”. Deve o adepto fazer sete inspirações concentrado na cor amarela. A cor amarela deve encher sua mente e ao mesmo tempo a sensação de estar em alto mar ouvindo o som das ondas e sentindo a força do vento. Mais uma vez o adepto diz: Ondinas ajudai-me a perder peso (se for o caso) e a organizar meu metabolismo (ou curas) e a produzir novas formas mentais – mentalize durante este processo novas formas mentais, coisas que você ponderou ao longo do jejum e com as leituras bíblicas. Faça o pentagrama com o indicador direito voltado para o oeste e solte o ar com 7 expirações mentalizando suas melhoras.

 

Sentado na cadeira com os pés sobre o pano vermelho 70×70 o adepto fecha os olhos e vira sua atenção para o norte e diz: “Gnomos da terra ajudai-me a inalar o elemento terra”. Deve o adepto fazer sete inspirações concentrado na cor verde. A cor verde deve encher sua mente e ao mesmo tempo a sensação de estar no pé de uma enorme montanha. Mais uma vez o adepto diz: Gnomos ajudai-me a perder peso (se for o caso) e a organizar meu metabolismo (ou curas) e a produzir novas formas mentais – mentalize durante este processo novas formas mentais, coisas que você ponderou ao longo do jejum e com as leituras bíblicas. Faça o pentagrama com o indicador direito voltado para o norte e solte o ar com 7 expirações mentalizando suas melhoras.

 

Sentado na cadeira com os pés sobre o pano vermelho 70×70 o adepto fecha os olhos e vira sua atenção para o oeste e diz: “Salamandras do fogo ajudai-me a inalar o elemento fogo”. Deve o adepto fazer sete inspirações concentrado na cor vermelha. A cor vermelha deve encher sua mente e ao mesmo tempo a sensação de estar dentro de uma bola de fogo. Mais uma vez o adepto diz: Salamandras ajudai-me a perder peso (se for o caso) e organizar meu metabolismo (ou curas) e a produzir novas formas mentais – mentalize durante este processo novas formas mentais, coisas que você ponderou ao longo do jejum e com as leituras bíblicas. Faça o pentagrama com o indicador direito voltado para o sul e solte o ar com 7 expirações mentalizando suas melhoras.

 

O adepto deve voltar-se para seu triangulo e pentagrama e ver-se num fundo negro e imaginário como uma pessoa iluminada e feliz; agora o verdadeiro adepto dirá: “Meu Deus, pela força desta estrela, por Kadosh, por Agla e pelo Tetragramaton dai-me o poder de conjurar os Elementais: Punctas! Punctas! Punctas! Pelo Cristo vivo, por Obatalá (Tana 3x) eu vos ordeno que seja materializada minha melhora e assim como eu vi lá cima seja cá na terra!” Amém 3x.

A magia pode ser repetida mais uma vez durante os dez dias. Agradeça a Deus, limpe tudo e guarde para usar novamente os materiais.

 

 

AOM

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Tags: ESOTERÍSMO

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